Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

SAUDADE DO PASSADO

“ E se eles querem um abraço ou um beijinho; nós Pimba, nós Pimba…”

Eis um Refrão que tanto sucesso faz e que pelos vistos é a formula mais barata e eficaz de animar o “Povão”.

Longe vão os tempos em que os Magustos populares e comunitários se faziam, não só para “animar a malta” mas também e sobretudo para manter a coesão da família, do bairro ou da Vila.

Certo é que, não havia muito onde as pobres gentes desta terra se entretecem e tudo o que servisse para romper com a monotonia do trabalho árduo e sofrido era sempre bem acolhido.

Os tradicionais Magustos, bem como as festas populares durante o ano, eram normalmente feitos de uma forma quase espontânea e pouco organizada. No entanto cada um dava o que tinha e tudo corria sempre num clima de amizade sincera e descomprometida.

Longe vão os tempos em que vivíamos virados uns para os outros, na nossa pequenez serrana e de horizonte curtos. Mas os tempos hoje em dia são outros; o mundo está mais perto e temos que contar não só connosco, mas sobretudo com os Outros.

Esses mesmos que vêm à procura dessas memórias antigas e que há que preservar. A memória de um povo não se cria, não se inventa, preserva-se….

Quando se pretende ser ponto de atracção turística, tem que se pensar em gastar não só o suficiente, mas bem; se não corre-se o risco de se deitar o dinheiro à rua sem se tirar proveito dele.

Que interessa fazer em quantidade e não em qualidade?

Em certas ocasiões o Nº é inimigo da União.

Quero com isto dizer que, repartir demasiado normalmente é sinónimo de diminuição da qualidade e aumento da despesa. Há que pensar com mais inteligência na maneira como se gasta o dinheiro que é de todos e que só serve para o proveito de alguns.

Fica o desabafo de alguém que tem esperança em ver estas ocasiões de festa da nossa comunidade serem transformadas em Apelos turísticos e manifestações de uma Comunidade que se quer reerguer e enfrentar com coragem e esperança o Futuro.

O Serrano O Serrano

publicado por desabafosserranos às 14:13
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QUAL O CAMINHO

“ Não sei onde vou, não sei por onde vou, só sei que não vou por aí…”

Não pude ficar indiferente ao ver na televisão uma reportagem a propósito do Dia dos Records do Guinness.

Para além de outros records, fiquei perplexo com dois, que acho de uma crueldade total.

- As sobremesas mais caras do mundo: Uma taça de mousse c/ 28 tipos de chocolates e ouro comestível e a sanduíche de trufas brancas.

Duas míseras rações de “comida” que se “devoravam” num abrir e fechar de olhos, serem avaliadas em tanto dinheiro assim.

Só posso pensar na quantidade de pessoas, de qualquer país do dito terceiro mundo, que seriam alimentadas com o valor de tão “afortunadas iguarias”, para não falar sequer nas sobras da preparação final. A desumanidade e a falta de respeito que é, gastar um segundo de emissão, uma letra de jornal ou uma gota de saliva, a falar destes autênticos atentados à própria inteligência humana.

Talvez esses que pensam nesses records, devessem pensar nos outros records que são batidos todos os dias por aqueles a quem falta o mínimo dos mínimos, para viverem. Esses sim, todos os dias batem records em sobrevivência.

Talvez esses que gastam milhares não aguentassem uma milésima parte do que aguentam aqueles aos quais faltam tanto ao respeito.

Nem os animais selvagens são tão cruéis com os da própria espécie.

Começo a pensar que a inteligência (que nos distingue dos outros animais) não nos eleva no patamar da existência, mas sim nos diminui, nos enterra bem no fundo da pirâmide da vida.

O Serrano O Serrano

publicado por desabafosserranos às 14:08
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

A ESPERANÇA É A ULTIMA A MORRER

«Mini Férias, Fim-de-semana prolongado, Ponte…»

 

São vários os nomes que muitos dão (quem tive esta sorte…) aos dias que atravessamos.

Muitos nos visitam, não só para ver a família, mas também e sobretudo para cumprirem o ritual da visita anual à Casa Eterna dos seus Entes queridos.

Pessoas que fizeram a história das suas vidas e também da Vila de Manteigas.

Outros haverá que não tendo qualquer parentesco com a n/ terra, procuram nela o descanso e a tranquilidade que só as Gentes da Serra sabem e “podem” oferecer.

Coloquei a palavra “podem” entre aspas, não por engano, mas para realçar a esperança que tenho em ver as pessoas que (sobretudo) Lucram$$$ com este aumento de visitantes, terem espírito empreendedor, virado para o Turismo/Comércio.

Este Espírito não deve só restringir-se ao atendimento Inicial - atencioso, cordial e personalizado; mas também ao atendimento Final - na altura de Pagar.

É certo que a primeira impressão é meio caminho para desculpar algum contratempo durante a estada; mas a ultima impressão é aquela que mais marcadamente fica na memória de quem nos visita.

Uma palavra final de desculpa pelo que poderá ter corrido mal e votos de voltar a tê-los por cá, é sempre passaporte para um: Até Já…

Não são conselhos, são somente Opiniões de Esperança, de quem gostaria de ver novamente as ruas desta n/ Vila cheias de Turistas, como em tempos de “Fartura”…

Bom Fim-de-Semana

Manteigas, 02.Novembro.2007

O Serrano O Serrano

música: manteigas
publicado por desabafosserranos às 17:05
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